Artísta Plástico Capimgrossese Dá Cores ao Sertão - Portal Capim Grosso

domingo, 22 de janeiro de 2017

Artísta Plástico Capimgrossese Dá Cores ao Sertão

Eduardo Lima
Nascido em 1977 na cidade de Capim Grosso, situada no interior da Bahia, o artista plástico Eduardo Lima está radicado em Barreiras, cidade do oeste baiano, lugar escolhido pelo artista por sua história e belezas naturais. Autodidata desde os dez anos de idade, se destaca principalmente pelo seu talento artístico. Apaixonado pela arte e por suas raízes nordestinas retrata por meio de suas pinceladas firmes e cores fortes a simplicidade, o cotidiano, a ingenuidade e a cultura do nordeste.
5Quando frentista, Eduardo pintava nas horas vagas. Atualmente dedica-se exclusivamente a pintura em tela, que lhe deu a oportunidade de participar de várias exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior.
Anapress – Como foi seu primeiro contato com a arte?
Eduardo Lima – Quando criança eu via meu pai lidando com o barro, pois ele era oleiro e eu presenciava aquela labuta e ficava fascinado com as formas obtidas  através da modelagem do barro, mas foi por volta dos oito anos de idade em sala de aula que tomei gosto por desenho.
Anapress – Que mudança ela trouxe para sua vida?
Eduardo Lima – A arte me permitiu conhecer pessoas e culturas diferentes, isso foi muito enriquecedor e mudou minha forma de ver o mundo.
Anapress – O que fez com que você desejasse ser um artista plástico?
Eduardo Lima – O amor pelo fazer e criar, sempre fui apaixonado pelos trabalhos manuais criativos e quando passei a mostrar para as pessoas aquilo que eu fazia, elas passaram a elogiar e logo me intitularam de artista, demorei a aceitar, mas logo me convenci e assumi esse meu lado.
3Anapress – Por que escolheu trabalhar com óleo sobre tela? Já trabalhou com outros materiais?
Eduardo Lima – Apesar de ter trabalhado com diversos materiais, hoje meu trabalho é pautado em óleo sobre tela. O fato da secagem da tinta óleo ser lenta isso me permite trabalhar as nuanças dando um efeito desejado. Coisas que com a tinta acrílica eu não conseguia fazer.
Anapress – Você consegue viver exclusivamente de seu trabalho?
Eduardo Lima – Sim
6Anapress – Você não reside em um grande centro do País, como você divulga e comercializa seu trabalho?
Eduardo Lima – Moro em Barreiras  interior da Bahia e divulgo meu trabalho através de parcerias, publico  nas redes sociais, através de catálogos, eventos do ramo, também tenho parceria com galerias de arte, decoradores e marchand.
Anapress – O mercado de artes plásticas no Brasil está propício para bons negócios?
Eduardo Lima – Certamente, mas geralmente o artista não sabe lidar com a parte do marketing, que é o seguinte, trabalho de qualidade sendo mostrado às pessoas certas sempre dará negócio.
Anapress – Você divulga sua arte também pela internet. Como fazer com que a arte alcance o grande público?
Eduardo Lima – Com o apoio dos amigos tento propagar ao máximo através das redes sociais publicando em grupos do mesmo seguimento e através de postagens pagas.
5Anapress –  Você se inspira em algum artista? Sofreu ou sofre influência de outro profissional?
Eduardo Lima – Sim, gosto dos artistas brasileiros e suas criações. Tento entender  o sentimento de um com o tema e a paleta de outro, faço um estudo cabal para que eu possa aprender um pouquinho com nossos mestres brasileiros. Dentre minhas inspirações destaco Almeida Junior, Aldemir Martins, Portinari e Tarsila do Amaral
Anapress – Por que a opção por pintar somente a cultura nordestina e utilizar cores fortes?
Eduardo Lima – Imagine eu nordestino  pintando uma cena européia, que verdade teria isso? Tudo que transmito através das minhas telas são coisas que vivi, vi e senti,  e essa verdade eu tento transmitir através da minha obra. Quanto as cores fortes elas representam o clima da região que é  maravilhoso e as vezes avassalador.
Anapress –  Como é seu processo de criação?
7Eduardo Lima – Nas minhas andançass observo as pessoas na  feira livre, da roça, do cotidiano em geral, as vezes fotografo, mas a maioria das vezes guardo a cena na lembrança e quando chego em casa cuido de esboçar, isso posteriormente vai para tela que em seguida recebe o preenchimento das tintas.
Anapress – Você é patrocinado por alguma marca ou fabricante de material?
Eduardo Lima – Não, toco minha carreira com meus próprios recursos.
Anapress – O nordestino ainda sofre muito preconceito, e parte da população do nordeste vive em situação precária. Você denuncia isso ou pretende provocar alguma discussão sobre esses assuntos em seu trabalho?
Eduardo Lima – Com certeza, passei  pela  fase da denúncia, mas hoje estou na fase da alegria e tento mostrar a região nordeste de forma positiva através da minha arte, divulgo as suas riquezas através das colheitas e sua alegria através da cultura que é riquíssima.
Anapress – Os meios de comunicação e a internet influenciam positiva ou negativamente o olhar do público para a arte?
Eduardo Lima – De forma positiva, pois  é uma forma de aproximar as pessoas  da produção artística, a internet  tem fomentado  novamente o desejo das pessoas por arte que vinha minguando desde muito tempo. As pessoas passaram a conhecer os artistas que vive no anonimato  através de um telefone celular, isso é fantástico.
8Anapress – Para alguns a popularização da arte e da cultura faz com que haja uma produção com pouca qualidade para a população de baixa renda e uma produção de boa qualidade que é oferecida para a chamada elite. Você concorda com isso?
Eduardo Lima – Em parte sim, mesmo que o trabalho seja de alta qualidade geralmente os “pequenos”  artistas em começo de carreira costumam distribuir sua arte dentro da sua classe social, e no momento em que ele ganha notoriedade e tendo seu valor artístico elevado ele passa a atender uma outra demanda de classe invibializando o acesso da sua arte daquela primeira classe.
Anapress – Em uma situação econômica como a do Brasil, como fazer com que as pessoas voltem seu olhar e consuma arte e cultura?
Eduardo Lima – O consumo de arte está atrelada a educação, é preciso desde cedo aguçar a sensibilidade na cabeça do indivíduo através de fomentação às coisas artísticas, isso permite  colher frutos no futuro, mas por hora, o incentivo por meio do poder público e privado e uma chacoalhada da mídia já é de grande ajuda para que o consumidor que compra uma TV ou geladeira sinta que é necessário ter uma obra de arte em sua casa.
Anapress – Qual é sua maior satisfação em seu trabalho?
Eduardo Lima – Fazer as pessoas felizes através da minha arte.
Por: Edna Pessanha / Portal ANApress

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